Quais são as cores de carros mais procuradas pelos brasileiros?

A cor de um carro influencia muito na hora de escolher um modelo. Afinal, a tonalidade garante a depreciação maior ou menor na revenda, representa status, poder, esportividade, mais ou menos trabalho na hora da manutenção e, ainda, pode influenciar até mesmo no valor na hora de contratar um seguro.

O assunto é tão importante que as empresas fazem estudos para verificar o interesse na venda como as tendências. A cor nada mais é que parte importante da roupa do veículo. Independente do carro ser popular ou importado, a roupa com que ele vai sair na rua interessa muito!

Descubra agora quais são as tonalidades em alta, o que mais agrada ao brasileiro e às pessoas ao redor do mundo, além de saber o que vai ser o futuro na questão de “moda veicular” neste artigo que preparamos para você. Continue a leitura e confira!

1. Quais são as cores mais procuradas?

O mercado de carros, quando o assunto é cor, vem mudando de uma década para cá. Enquanto no mundo a fora o branco tinha boa posição no ranking, os brasileiros preferiam principalmente o prata e preto.

Depois que marcas topo de linha no país, como BMW e Audi, passaram a oferecer modelos com algumas variações de branco, a tonalidade ganhou força. Essa aposta passou a ficar mais latente a partir de 2010.

Antigamente, essa coloração estava intimamente ligada aos táxis, que em muitas cidades do país são brancos, e aos carros de frotas. Como revender um táxi ou veículo de frota nunca foi fácil, a cor foi estigmatizada.

Esses modelos costumam rodar muito e, mesmo que a manutenção tende a ser feita com mais regularidade, a quilometragem alta indica que mais problemas podem surgir.

Levantamento da PPG, fabricante de tintas e revestimentos, mostrou que o branco construiu um caminho crescente nas vendas, quase triplicando sua participação.

Em 2009, essa cor tinha em torno de 13% da representação no mercado. Atualmente, essa estatística está em 37%. Isso pode ser verificado facilmente, basta conferir em um semáforo quantos carros brancos há na pista.

O prata perdeu a liderança, mas se manteve bem colocado no ranking brasileiro, com uma procura de 29%. Na sequência, aparece o preto, que tem procura de 12%, depois vem o vermelho (8%).

O azul, que tem uma variação grande de tonalidades, não ganhou menção nesse estudo, mas segue como uma das cores com aceitação no Brasil.

Cores para carros novos

O mercado de novos no Brasil agora está seguindo a tendência mundial, ao eleger o branco como a cor preferida nos veículos. Variações de tonalidade ainda vem permitindo que as montadoras ofereçam opções e incrementem as vendas.

Mas deve-se ressaltar que o branco é aceito mais em alguns modelos do que outros. Há certas preferências quando o assunto é cor de hatchs, sedãs, utilitários, picapes, minivans, peruas e SUVs.

Os carros menores, em geral hatchs, estão mais brancos do que nunca. Alguns esportivos também têm a opção, inclusive com cobrança extra pela cor.

Cores para carros seminovos

Motorização, espaço interno, consumo de combustível, opcionais, tudo isso conta na lista de quem procura um carro seminovo. Mas nada disso chama tanta a atenção quanto a cor. O lado estético do veículo tem peso grande na hora de escolher a melhor opção.

Enquanto o branco vem ganhando cada vez mais força no mercado de novos, na revenda, a cor ainda está construindo seu espaço. Por isso, a cor prata continua sendo uma das líderes de mercado, porque carrega garantia de mais facilidade na venda de carros.

A pesquisa já mencionada aqui não se trata especificamente sobre os seminovos, com isso a lei da oferta e procura é que acaba ditando as impressões. Como o prata é a cor que mais está no mercado, a aceitação dele segue em primeiro lugar.

Para o preto, a sua característica de ser mais frágil para riscos cria certas ressalvas na venda do usado, o que não acontece para a venda de carros novos.

Existe também outra característica que deve ser levada em consideração. Como o número de modelos e marcas de automóveis aumentou no país, algumas opções também carregam cores específicas e sem tanta variação. Há montadoras que fixaram cores para certas versões e o consumidor não consegue fugir muito dessa situação.

2. Quais as cores mais vendidas?

O mercado vem apontado que o branco está ganhando cada vez mais presença. Ao mesmo tempo, as montadoras também tem aproveitado essa situação para valorizar a tonalidade e cobrar mais para quem a escolhe.

Para quem opta por um carro novo da cor branca, mesmo que seja como cor sólida (e não metálica), pode ser que a marca exija o pagamento de um valor extra. Os preços variam, e podem ficar entre R$ 250 a R$ 375.

Além do branco, que já foi a cor mais barata em automóveis novos, há cobrança extra em outras cores. Por isso, boa parte dos consumidores acaba comparando as cores que mais o agradam e escolhem a partir do preço cobrado pela montadora.

Essa condição financeira, aliada a disponibilidade de modelos e aceitação do mercado fazem com que a cor preferida não necessariamente seja a que mais é vendida. Por isso, o prata segue liderando o ranking de cores de carro mais vendidas.

Prova disso é que 31% dos veículos usados no país são prata. Esse dado foi levantado pelo Jornal do Consórcio, em fevereiro de 2017.

Claro que o branco está figurando na lista entre os mais vendidos, ainda mais que em algumas regiões há até 5% de valorização para a revenda com relação a outras cores, se o veículo for branco.

A BigData, empresa especializada em dados on-line, indicou que o branco apareceu em 26% das vendas, seguido pelo preto (19%).

Uma das cores que melhorou o desempenho foi o vermelho. Como é mais viva e tende a dar mais esportividade para certos modelos, a Associação das Montadoras (Anfavea) identificou o crescimento na venda de carros dessa cor.

Em 2015, os vermelhos eram 9% das vendas e, em 2016 (último dado disponível), passou para 10%, empatando com o cinza. Isso mostra que o vermelho virou tendência para SUVs entre os brasileiros.

 

3. Por que os brasileiros preferem estas cores?

A escolha das cores está ligada a questões psicológicas e práticas. A possibilidade de vender mais rápido um veículo e sem perder muito dinheiro conta muito. Nessa questão, a oferta da demanda influencia diretamente.

Mas o lado psicológico é o mais curioso e difícil de se prever. O que se observa com relação ao mercado brasileiro é que o consumidor prefere cores neutras. São modelos específicos que as montadoras se arriscam em tonalidades mais fortes.

Uma das explicações para que o branco esteja ocupando cada vez mais espaço é que a cor passou a ser associada a luxo e status, criado com a saída de carros topo de linha nessa cor.

Essa sofisticação, que também está presenta na cor preta, tem ainda a vantagem de uma manutenção mais fácil do que a cor escura. Além disso, há a simbologia de paz e conforto que envolve a tonalidade.

A escolha das cores também pode estar ligada a uma facilidade com relação à manutenção. O branco, prata e o vermelho não ficam tão sujos, ou pelo menos não aparentam muito.

As locadoras, por exemplo, precisam estrategicamente analisar a questão de manutenção. Ao mesmo tempo, para alugar carro, as empresas também devem oferecer opções que interessam ao gosto do condutor.

Hoje, já há modelos na cor vermelha, bege e azul, entre outras, além dos tradicionais prata e branco. O preto, por oferecer mais chance de riscos, é preterido nessas frotas.

4. Quais as vantagens de cada cor?

As cores acrescentam qualidades para o veículo, preço de revenda, facilidade de manutenção, elegância e esportividade. Veja em detalhes algumas dessas vantagens:

Branco

Algumas versões de branco ajudam a baratear o preço do carro novo. Essa cor está na lista de preferidos do brasileiro principalmente após os carros de luxo começarem a serem vendidos com frequência nessa cor.

A manutenção não está entre as mais difíceis e a visualização dessa cor entre os carros nas estradas não é algo incomum. Dependendo do veículo, o branco pode influenciar no tamanho, pois a cor ajuda a aumentar as dimensões do carro.

Prata

Diferente de outras partes do mundo, o prata tem uma boa saída no Brasil. Isso garante um bom preço de revenda. Ao mesmo tempo, essa condição pode ser alterada dependendo do modelo.

No caso de riscos, o prata esconde bastante esses pequenos defeitos, apesar da repintura não ser a mais fácil de ser feita.

Preto

Os veículos pretos costumam carregar elegância, incomum em outros carros, por estar ligado a ideia de poder e ser comumente adotado em veículos oficiais de presidentes e diretores de empresas.

Como ternos, em geral, são pretos, esse ideal transfere-se em parte para os automóveis. Ao mesmo tempo, a cor aparece em boa classificação no ranking de cores preferidas, garantindo facilidade para quem pretende vender um carro preto.

Cinza

Discrição é uma das principais qualidades que o cinza oferece para os veículos. Eles também ajudam o motorista que não é tão dedicado com limpeza, porque aparentam estar limpos, mesmo quando não estão.

Há, ao mesmo tempo, um certo peso de elegância e sofisticação, principalmente nos cinzas metálicos. Diferente do preto, essa cor ajuda a não deixar o veículo quente em dias ensolarados.

Vermelho

A cor vermelha costuma transmitir a ideia de esportividade para alguns veículos, afinal, qual cor você se lembra ao comentar sobre uma Ferrari? Hoje, essa é uma cor mais barata, comparada a outras. Além disso, ela tem propriedade para não esquentar a lataria do veículo.

Azul

As várias tonalidades do azul permitem que os carros dessa cor possam expressar elegância. Ao mesmo tempo, são fáceis de manutenção, não concentram calor e garantem certa personalidade.

Estão entre as cores que podem ser visualizadas por outros motoristas de forma rápida, tanto à noite como durante o dia.

5. Quais as desvantagens de cada cor?

Entre as cores mais preferidas do brasileiro, cada uma tem pontos negativos que o consumidor deve estar atento na hora da compra.

Definitivamente, a coloração é um fator que precisa ser colocado na balança na hora da compra. A seguir, veja as desvantagens das cores em veículos preferidas pelos brasileiros:

Branco

Um dos comentários que se pode ouvir ao comprar um veículo branco é em relação à sua semelhança com os táxis em certas regiões do país. Nas cidades onde a frota é branca, essa questão fica mais aparente, e na hora da revenda o preço pode cair um pouco.

Outro problema é que os veículos empresariais, em geral, são brancos. Esses modelos não são bem vistos, porque costumam ser muito mais exigidos do que os veículos particulares.

Outro detalhe curioso: a característica de ser discreto pode representar uma dor de cabeça, pois em muitas regiões, os bandidos visam mais os modelos brancos.

Prata

Os pigmentos utilizados para fazer a cor cinza nos veículos são caros e isso pode encarecer o preço. No caso de uma batida, por exemplo, a reforma também pode custar mais. As seguradoras podem levar essa questão em consideração, afinal, o serviço para repintura de todo o carro ou parte dele pode pesar no bolso dos motoristas.

O carro prata também é o que mostra de forma mais gritante sinais de retoque e repinturas. A alta quantidade de partículas de alumínio no prata é o que dificulta o trabalho da funilaria e permite mais chances de erro na hora de acertar a tonalidade e textura.

Preto

O preto tem por característica absolver a luz e também o calor do sol. Com isso, ele ajuda a esquentar muito a lataria do veículo e isso reflete no interior. As montadoras trabalham com mecanismos para diminuir essa questão, mas, de todo modo, essa desvantagem pode exigir bastante do ar condicionado de um carro preto.

Essa cor também pode atrapalhar a visibilidade do carro para outros condutores à noite. Em rodovias ou vias onde a iluminação não é boa, o carro preto pode se misturar ao ambiente e aumentar o risco de acidentes. Sobre retoques, o preto tem o terrível problema de estar entre os mais suscetíveis a riscos.

Cinza

Por estar com tonalidade mais escura, o carro cinza, semelhante ao preto, fica mais sensível a riscos. A visualização noturna pode ser um pouco prejudicada, mas não como acontece com os modelos mais escuros.

Vermelho

O vermelho nem sempre é bem visto no mercado para a revenda. O preço, dependendo do modelo, tende a ser menor. A depreciação na venda de um seminovo com relação ao novo também é maior.

Azul

As sujeiras e riscos ficam muito evidentes em carros azuis. Em retoques, a diferença pode aparecer muito mais. Mas isso não acontece quando o responsável pela manutenção consegue acertar perfeitamente a tonalidade. Partículas de metal na tinta é o que mais dificulta a vida do pintor.

6. Cores de carro influenciam no preço?

A cor de um carro carrega diversas características, algumas com referências físicas e outras com mais representatividade. Independente de qual delas você observar, ambas influenciam na questão econômica, seja em veículos zero quilômetro, seja veículos seminovos.

Cores que não estão na tendência ou fora da curva de preferência impactam diretamente no preço final. Quando o carro é novo, pode ser que uma tonalidade específica encareça o preço, porque a sua produção envolve custos maiores.

Esse mesmo modelo pode ter grandes perdas na revenda, pois, se a cor não está entre as mais ofertadas do mercado, muitas pessoas não aceitarão comprar o veículo.

Modelos de carros esportivos, por exemplo, têm cores mais fortes e que nem sempre estão no topo do ranking de preferência. Apesar disso, pelas características do veículo, essa questão já faz parte da personalidade do veículo e não tem muita influência no preço. Essa questão pode ser mais latente em versões populares, por exemplo.

Com isso, a depreciação de preço também leva em consideração o tipo de carro. Os sedãs pratas, por exemplo, não estão entre os mais queridinhos. Pesquisa de 2014 mostrou que esses carros eram os que mais sofriam com depreciação de preço (10% de queda). Os carros pretos e cinzas foram considerados os veículos com menor perda.

A mesma situação não acontece com os hatchs. Os amarelos foram os que mais perderam valor no mercado (10,49%) no período do levantamento. Enquanto isso, os carros brancos garantiram um preço mais interessante.

A regra da oferta e procura influencia bastante nesse momento. Se a demanda é grande, a diferença entre entre o novo e o usado vai ser menor. Quando a procura fica menor, essa depreciação tende a aumentar cada vez mais.

É importante ressaltar que existe também um vai-e-vem nas vendas, o que pode representar que certos modelos estão em baixa em um ano, mas no seguinte recuperem no ano seguinte.

 

7. Qual cor é tendência mundial?

Estudos apresentados em 2017 indicam que tonalidades de vermelho, amarelo, azul e laranja devem representar a grande tendência para modelos de veículos em 2018-2019.

Essas colorações foram indicadas depois de levantamento da empresa mundial referência em cores PPG. O grupo desenvolveu 64 variações e as apresentou para as montadoras.

Nessa pesquisa, entre as tendências estão as paletas de cores com quatro variações do vermelho, quatro do azul, duas do amarelo, duas para o laranja e uma do verde.

Pela classificação, dividida em um grupo chamado Hyper HD, o vermelho, inclusive, foi indicado como o tema mais colorido e de impacto para representar veículos que tenham a proposta de ser referência em certos modelos e também devem exprimir qualidades como performance e tecnologia.

Ainda como tendência para 2018-2019, em uma classificação para representar segurança e proteção, denominada Knight´s Watch, tonalidades do vermelho aparecem novamente em três variações. Nessa mesma categoria, também ficaram o verde, branco, preto, azul, marrom e lilás.

O levantamento feito pela mesma empresa identificou que o branco continua liderando a preferência de cor no mundo. Sendo que, na América do Norte, ela corresponde a 23% da demanda, na América do Sul é 36%, na Europa a porcentagem chega a 31% e a Ásia tem quase que predominância pelo branco, com 44%.

A segunda cor mais mencionada é o preto, porém na América do Sul há uma discrepância e o prata ocupa esta posição.

Seguindo a classificação, o há outras cores que não são unânimes. No caso do vermelho, a Europa e a Ásia desvia dessa opção. Ao mesmo tempo, o cinza aparece no ranking em todas as partes do mundo e é mais preferido na América do Norte (3º lugar, com 17%) e na Europa (3º lugar, com 16%).

Como essas tendências de cores já estão com as montadoras, os modelos que vão exemplificá-las agora aparecerão no Salão do Automóvel, que tem edições em diferentes partes do mundo.

8. Qual é o ranking mundial de cores de carro?

América do Norte: 23% para o branco, 19% para o preto, 17% para o cinza, 15% para o prata, 10% para o vermelho e 8% para o azul.

América do Sul: 36% para o branco, 11% para o preto, 9% para o cinza e vermelho e 2,5% para o azul.

Europa: 31% para o branco, 18% para o preto, 16% para o cinza, 12% para o prata e 9% para o azul.

Ásia: 44% para o branco, 16% para o preto, 10% para o prata e o natural (tonalidade de bege) e 7% para o cinza.

Você acha que consegue arriscar palpite para saber qual cor valoriza mais um carro? Acertar pode até ser difícil, mas agora você tem bastantes informações sobre cores de carro para avaliar o mercado e saber como fazer um melhor negócio na hora de comprar ou vender.

Não só isso, dá para ter uma ideia melhor também sobre que modelos representam em mais segurança para você e a família na hora de viajar.

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